foto: Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fugindo do vulcão, itinerário da semana!

Fonte - abola.pt

  
fonte - exame.abril.com.br



                        Vou migrar para o norte, as coisas no sul estão geladas e cinzentas, neste momento o aeroporto de Curitiba encontra-se fechado para pousos e decolagens devido a nevoeiro, e se não bastasse esse problema sazonal o vulcão Puyehue no sul do Chile resolveu enviar um pouquinho de suas cinzas para o nosso espaço aéreo e complicar um pouco mais as coisas. As operações nos aeroportos do Rio Grande do Sul estão suspensas devido às cinzas e agora cedo o jornal já falou em suspender as operações em Santa Catarina. O jeito é migrar para o norte no inverno e levantar acampamento em São Paulo.

                        Minha apresentação hoje em Congonhas é só as 21:00, mas eu já estou indo para o aeroporto, o dia vai ser longo, posso demorar horas para conseguir embarcar em um voo pra SP, já que o Afonso Pena em Curitiba está fechado desde as 23:00 de ontem!

                        Agora ficou tudo incerto, faço 5 dias de voo a partir de hoje mas na segunda-feira eu passaria por Porto Alegre, talvez as cinzas já tenham ido embora, ou talvez minha escala mude. Mas acredito eu que até domingo minha escala permaneça inalterada. O itinerário será o seguinte:


Sexta 10/06 – São Paulo / Campo Grande – Decolo de Congonhas as 22:07 e chego lá as 23:47

Sábado 11/06 – Inativo em Campo Grande – Dia inteirinho por lá!

Domingo 12/06 – Campo Grande / São Paulo / Vitória – Decolo de Campo Grande as 04:35 e chego em Vitória as 09:35. Não chega a dar um inativo em Vitória mas é quase. Só saio de Vitória as 07:45 do dia seguinte.

Segunda 13/06 – Vitória / Rio de Janeiro / Porto Alegre / Rio de Janeiro / Vitória – a partir daqui é suposição, não sei o que vai acontecer, a probabilidade de mudança é grande, mas caso não altere nada a continuação é assim.

Terça 14/06 – Vitótia / São Paulo – saio de Vitória as 06:05 e chego em São Paulo 07:37 aí cumpro uma reserva até as 12:00 e estou de folga até quinta as 11:00.


                        Por enquanto permanece assim, se mudar eu conto!


Turisticamente Correto

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Retornando de Belém, alternando no Rio de Janeiro.




                        A rotina da aviação nesta época do ano é especialmente complicada, fatores meteorológicos podem ocorrer a qualquer momento o ano todo, mas nesta época se tornam mais frequentes. Foi o que aconteceu na última terça-feira quando eu estava voltando de Belém. A programação era a seguinte, decolávamos as 04:30 de Belém, seguiríamos para Fortaleza e depois para Recife para então seguir para o aeroporto de Guarulhos em São Paulo e pousar lá as 12:20. Estava tudo bem até quase no finalzinho da jornada, já tínhamos passado o Rio de Janeiro e estávamos sobrevoando Ubatuba quando os aviões começaram a arremeter em São Paulo e alternar para Campinas. Arremetida é quando um piloto decide abortar um pouso durante a aproximação. O motivo era as fortes rajadas de vento que tornavam arriscadas quaisquer tentativas de pouso por lá. Por enquanto tudo bem, Campinas é pertinho de São Paulo, alternar pouso por lá não seria um problema tão grande, só que a ventania chegou também no Viracopos em Campinas em questão de minutos e todos os pilotos começaram a alternar para o Galeão no Rio de Janeiro ou Confins em Belo Horizonte.

                        Ficamos voando em órbita sobre Ubatuba por 10 minutos para ver se as condições melhoravam em São Paulo, nada de melhora e lá fomos nós para o Galeão, pousamos lá 12:15 e ficamos com todos os passageiros a bordo do avião até as 15:00, chegamos em nosso limite de regulamentação e tivemos que desembarcar, nossa apresentação no aeroporto de Belém foi as 04:00 podíamos trabalhar somente até as 14:14, em caso de atrasos meteorológicos a jornada da tripulação pode ser aumentada em uma hora pelo comandante. Já eram 15:00 horas, mesmo que as condições em Guarulhos melhorassem, nós não poderíamos mais fazer o voo. Desembarcamos e fomos para o hotel.

                        Até que perder um dia de forga em Curitiba teve sua recompensa, eu adoro o Rio de Janeiro, olha que nesses 3 meses de blog eu já rodei boa parte do Brasil e não vi lugar mais bonito do que lá, fomos para o Sheraton Rio Hotel & Resort, localizado no Leblon, o metro quadrado mais caro do Brasil e aos pés da favela do Vidigal, um lugar perfeito para vivenciar o exótico contraste social carioca. Um ótimo hotel, que vale uma boa resenha aqui no blog, na verdade o Sheraton é o único resort do Rio de Janeiro localizado em frente a praia, e esse ainda pode se gabar de ser dono da praia, a praia em frente ao hotel é privativa aos hospedes, os dois lados da prainha são fechados por formações rochosas e o único acesso é pela área de lazer do hotel.





                        Meu apartamento estava no 23º andar e a vista era magnífica. O quarto também, muito espaçoso com duas camas de casal, tv de plasma grandona, sacada e até chocolates de boas vindas com o brasão da rede Sheraton.



                        A vista da sacada era assim, a minha direita o Vidigal e a minha esquerda o mar e a orla do Leblon.



                        Adorei o visual do dia amanhacendo da sacada do apartamento.

                        Não comemos no hotel, resolvemos sair para dar uma volta, fomos até o Belmonte, na verdade um dos Belmontes do Rio, há vários, e tem um deles que é pertinho do Sheraton, assim como tem um perto do Hotel Novo Mundo no Flamengo onde eu fico as vezes, e outro em Copacabana perto do Savoy, ou seja, onde quer que eu esteja no Rio, sempre terá um Belmonte por perto para eu tomar um chopp com o melhor pastelzinho de camarão com catupiri do universo, se você for pro Rio procura um Belmonte e come esse pastelzinho que você vai entender o que eu estou falando.

                        Ontem de manhã tomamos o café da manhã do hotel, deixa eu explicar, o café é sensacional mas há um porém, eu ainda não tinha visto um café com tanta variedade de queijos, tinha até queijo brie que eu adoro. Carpaccios, presunto parma, tudo era muito bom. Fui entender depois do café quando tive que assinar a comanda, o café da manhã lá não é incluso na diária, custa R$50,00 por pessoa. Mas bah como diriam os gaúchos!
                       

                         Só não deu tempo de aproveitar a piscina do hotel, saímos de lá as 10 da manhã. Mas umas fotos deu pra tirar, fiquei na vontade de dar um mergulho por lá.






                        No final de tudo, fala sério né, que alternada sensacional, acabei tendo um final muito feliz! Agora estou em Curitiba e amanhã eu sigo viagem novamente para mais 5 dias de programação. Logo volto com atualizações, se a meteorologia permitir e claro.



Turisticamente Correto.        

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Belém do Pará. Eu fui!



                        Só não consegui voltar! Minha volta para casa que estava programada para ontem furou devido às fortes rajadas de vento que tornaram impossível qualquer tentativa de aproximação nos aeroportos de São Paulo e no Viracopos em Campinas, acabei tendo que dormir no Rio de Janeiro, mas o Rio é assunto para a próxima postagem.

                        O Pará é um estado grande, muito grande, o segundo maior estado Brasileiro, e grande também foi o meu tempo de permanência lá, um dia inteiro e duas noites no Hilton de Belém. Pousei em Belém a meia-noite e pouco antes da uma hora da manhã estávamos no hotel. Eu já tinha ouvido falar muito bem de Belém, tinha uma expectativa grande por conhecer a cidade, e posso dizer que Belém correspondeu às expectativas. Eu tinha um roteiro preparado para a cidade e segui a risca o itinerário. Eu tinha dois lugares em mente, a Estação das Docas, cartão postal da cidade e o mercado Ver-o-Peso.

                        Logo cedo, depois do café, saí do hotel para sacar um pouco de dinheiro, tudo lá foi muito fácil, o Hilton é muito bem localizado, pelo menos para os planos que eu tinha em mente foi perfeito, fica a cinco quarteirões da Estação das Docas e do Ver-o-Peso, tem caixas eletrônicos de vários bancos exatamente ao lado do hotel, e fica em frente ao Theatro da Paz, é com H mesmo, e uma praça com construções e monumentos impressionantes. Tentei entrar no Theatro, mas fui informado de que está fechado para visitação até agosto devido a reformas. Tudo bem, a visitação já está nos meus planos para uma próxima visita.








                        Na hora do almoço fui até a Estação das Docas com o pessoal da minha tripulação e de outra que também estava inativa em Belém, os restaurantes de lá misturam diversas culinárias com a local, mas eu resolvi não misturar, fiquei na local mesmo, pelo menos para mim exótica e muito interessante. Comi um peixe que chamam de “filhote”, um dos peixes gigantes da Amazônia, acompanhado de caruru e maniçoba. Tinha também chester no tucupi, mas vem cá, o prato típico da Amazônia não é Pato no Tucupi? Posso estar falando uma besteira, mas eu só tinha ouvido falar do pato, e já que o Chester no Tucupi é uma versão pirata do prato original, resolvi deixar passar a oportunidade e maneirar na mistura, meu estomago poderia não entender tanto exotismo gastronômico.
 

                        Resolvi pegar do google as fotos dos pratos, já que o prato que eu mesmo montei não ficou assim uma brastemp, era buffet e na ânsia de experimentar um pouco de tudo acabei criando uma culinária desconhecida. O Caruru Paraense é um caldo de tucupi (um tipo de mandioca da região amazônica) com jambu (uma erva local) e camarões, e mais alguns temperos que eu não sei o que são. É diferente mas muito gostoso.



A maniçoba, peço desculpa aos paraenses defensores da maniçoba, mas a apresentação do prato é um pouco assustadora, é escuro, quase preto, e quando eu perguntei do que era feito achei a receita muito diferente de tudo que eu já comi. Pensei bem e não amarelei, comi a tal da maniçoba. É assim, uma feijoada, inclusive tem um segundo nome, algumas pessoas chamam de feijoada paraense, mas não tem feijão. “O seu preparo é feito com as folhas da maniva, mandioca brava, moídas e cozidas, por aproximadamente uma semana (para que se retire da planta o acido cianídrico, que é venenoso), acrescida de carne de porco, bovina e outros ingredientes defumados e salgados.” wikipedia.  Vamos combinar né, que tudo o que é venenoso da um pouco de receio de comer. O gosto é forte, e eu sinceramente não saberia como definir, mas é gostoso, a carne fica especialmente saborosa, o molho das folhas da maniva eu não consegui comer muito não.



                        Depois do almoço, tomamos um sorvete por lá, o nome da sorveteria é Cairu. Sensacional, o problema é escolher o sabor dentre as muitas opções, eu não contei, mas vou dar um chute aqui, uns 40 sabores diferentes. Meu super agradecimento a Re, do blog Sem Escalas que é de Belém, e comentou no post abaixo me indicando a sorveteria, na verdade eu fui lá antes da indicação dela, mas eu não lembrava o nome do lugar, agora lembrei, valeu Re! Os sabores escolhidos foram Castanha do Pará e Muruci, uma fruta local.

                       
                        Depois disso fomos até o mercado Ver-o-Peso, tem muita coisa lá, frutas, artesanato, artigos de bruxaria, poções pra trazer mulher, homem, viagra natural, tudo o que você imaginar ou desejar na vida, lá tem um potinho específico para tornar o seu desejo uma realidade.



                        Infelizmente o vendedor das poções não me passou muita credibilidade.

Eu:
- Quer dizer que se eu tomar a poção qualquer garota, mesmo que nunca tenha me visto antes, se apaixona?
                       
Vendedor:
- Sim! Garantido!

Eu:
- Mas ela não tem que tomar a poção também? Se só eu tomar quem fica enfeitiçado sou só eu.

Vendedor:
- Claro, ela também tem que tomar.

Eu:
- Mas se ela nem me conhece, ela não vai aceitar tomar uma poção oferecida por um desconhecido.

Vendedor:
- Mas você tem que ter um bom papo.

Eu:
- Mas o que é que eu digo pra ela?

Vendedor:
- Diz que ela pode confiar por que é a poção da barraca do Zeca. Não tem erro!

Eu:
- Mas se ela também não conhece o Zeca, não volta pro mesmo problema?

Vendedor:
“Silêncio”

Po Zecão, eu já tava quase comprando a poção bixo!


                        Fui pra seção das frutas comprar o meu cupuaçu mesmo! Comprei dois! Mas vou contar pra vocês, da um trabalho tirar a polpa que fica grudada em todas aquelas sementes, que vale mais a pena comprar a polpa congelada mesmo, o gosto é o mesmo mas o esforço é bem menor, mas eu matei a minha curiosidade.




                        Depois disso voltei por dentro da Estação das Docas tirando umas fotos do lugar. Presta atenção no vidro espelhado na foto abaixo, é só clicar na foto para ela ficar grandona e olha eu e minha sacola de cupuaçus ali!





                        Mais um super agradecimento pra minha prima Merielen, que escreveu no blog falando pra eu comprar o bombom de cupuaçu. Eu tinha visto o bombom em uma loja que fica dentro do hotel e nem tinha dado muita bola, quando vi a mensagem já eram 19:55, e a lojinha fechava as 20 horas! Desculpa não responder a postagem prima, mas eram meus últimos minutos para comprar o bombom, sai da internet e fui comprar, realmente é muito bom!

                        Depois disso tudo eu fui dormir de barriga cheia, e nem jantei. Tinha que acordar as 02:30 da manhã, para sair do hotel as 03:30 e decolar de Belém as 04:30. Mau sabia eu que não ia conseguir voltar pra casa.

Continua no próximo post ...


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sábado, 4 de junho de 2011

Amanhã Belém do Pará, destino inédito!




                       Amanhã estou seguindo viagem pra Belém, faz tempo que eu quero ir pra lá por um motivo especial, cupuaçu! Tudo bem, você deve se perguntar, com tanta coisa pra se fazer em Belém, o que é que o cupuaçu tem de mais? É que eu gosto de suco de cupuaçu, aquele da polpa sabe, que vem pronto e é só bater no liquidificador, e em Belém é o único lugar do Brasil que vende a fruta, pelo menos o único que eu saiba, e se o suco é tão bom, a fruta deve ser boa também! Eu sei que nem é uma coisa assim tão extraordinária, e eu não compraria uma viagem para Belém só por causa de um cupuaçu, mas já que eu vou pra lá vou comprar a tal da fruta.

                        O que falam de Belém é isso, um lugar gastronomicamente exótico, comidas que só se vê por lá. E eu já sei onde vou comer. Eu vou ficar hospedado no Hilton de Belém, e o google maps me disse que é pertinho do cartão postal da cidade, a Estação das Docas, se eu não encontrar o cupuaçu lá, já tenho uma alternativa, o mercado Ver-o-peso, tradicional feira da cidade que fica mais ou menos perto do hotel, umas 15 quadras de caminhada ou 5 minutinhos de taxi.


                        Eu me apresento amanhã em Guarulhos as 15:55, decolo as 16:55 com destino a Recife, depois vou até Fortaleza e finalmente Belém, chego lá 00:10, durmo e segunda fico o dia todo por lá, um dia inteiro inativo, só saio do Pará na terça beeeem cedo, as 04:30 da manhã e faço o caminho inverso, Belém/Fortaleza/Recife/São Paulo. Chego em Guarulhos ao meio-dia de terça e pego um voo para Curitiba com a mala cheia de cupuaçus. É que quarta e quinta eu estou de folga!

                        Chegando em casa eu falo como foi o dia em Belém.


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Terceira Curitiba Expovinhos, programão para junho em Curitiba!




                        Esse é um programa imperdível para quem gosta de vinhos e vem para Curitiba na metade de junho. É a 3ª Curitiba Expovinhos que ocorre todo ano no Mercado Municipal de Curitiba, onde importadores de vinhos do mundo todo oferecem degustação de seus melhores rótulos. Esse ano será nos dias 16, 17 e 18 de junho.

                        É com um pouco de tristeza que eu anuncio essa edição da Expovinhos aqui no blog já que este ano eu não vou poder comparecer, pois estarei trabalhando durante os três dias de exposição, mas eu deixo a dica, se você mora em Curitiba, vai estar por aqui, ou gosta de vinhos o bastante para viajar por eles, essa é uma ótima pedida!



                        Eu estive na primeira edição da exposição em 2009, e posso afirmar, com o frio do inverno curitibano, uma degustação de vinhos acompanhada de muito queijo, pão italiano e azeite de oliva é um programa imperdível. Dos rótulos que eu provei lá alguns estão até hoje na minha lista de prediletos. E já que o assunto é vinho, eu descobri hoje que dificilmente eu vou encontrar novamente um vinho que eu tenho procurado faz algum tempo, é o sul-africano Avondale, pinotage, 2007, que por coincidência eu fiquei conhecendo esse vinho na 1ª Expovinhos. Os Avondale simplesmente sumiram, eu não encontro em lugar nenhum, o dono do lugar onde eu compro vinhos normalmente em Curitiba, eu estive lá hoje, me explicou que a importadora dos Avondale está pedindo preços absurdos depois que a vinícula ganhou algumas premiações, e teriam que vender por um preço muito alto, por melhor que seja o vinho a qualidade não justifica o preço que estão praticando e por isto as lojas não estão comprando. Se alguém for à Expovinhos esse ano e a exportadora da Avondale estiver lá, pede pra eles baixarem os preços fazfavor!


                        Voltando a falar da Espovinhos, terá um diferencial este ano, o primeiro dia terá a degustação fechada para convidados da imprensa e profissionais da área. Nos demais dias estará aberta ao público pagante, o ingresso custa 30 reais por dia de evento, e é bom comprar logo, os primeiros 1000 ganharão uma taça para degustação exclusiva do evento. A inscrição pode ser feita pelo site http://www.curitibaexpovinhos.com.br/ .

Terá também o concurso Expovinhos, os expositores enviarão amostras de seus vinhos, que serão provados às cegas por 10 jurados ligados ao vinho e serão escolhidos os vinhos do evento em 3 categorias: até 35 reais, de 36 reais até 70 reais e de 71 reais até 100 reais.

Vamos ver se ano que vem eu consigo ir!


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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dormir no chão do aeroporto é coisa do passado!




                           Hoje eu vou dormir no aeroporto de Guarulhos, mas diferente de pouco tempo atrás quando dormir no aeroporto era coisa de viajante sem teto a espera de conexões, hoje é uma alternativa que pode ser mais confortável do que dormir em casa.

                           Pessoas dormindo no chão do aeroporto é uma cena comum, principalmente nos aeroportos de Guarulhos e Galeão onde há um grande número de voos internacionais, a rede Slavieiro de hotéis criou uma alternativa interessante, o Fast Sleep, eu já utilizei no início de maio e hoje vou passar a noite lá, eu recomendo. É um hotel dentro do aeroporto, mas não é bem igual a um hotel, você paga a hospedagem por hora, e fica em uma cabine pequena, mas confortável com TV, ar condicionado e telefone. Se você chegou em São Paulo, e seu voo de conexão só sai daqui a 4 ou 5 horas, é uma boa opção para descansar, vale muito a pena. Tem ainda sala de ginástica, e banheiro para tomar banho que é higienizado após cada utilização, caso você não queira cacifar uma cabine com banheiro privativo.





                           No meu caso, minha apresentação no aeroporto de Guarulhos é amanhã as 06h15, se eu dormir em casa perto de Congonhas vou ter que acordar as 3h45 da manhã, para sair de casa as 04h30 e pegar o ônibus das 05h00 para Guarulhos. Fiz a reserva de seis horas no Fast Sleep de Guarulhos, pego um avião hoje a noite de Curitiba para Guarulhos e dou entrada no Fast Sleep as 23h30, 5h30 da manhã eu saio da cabine e já estou no trabalho, com tempo para tomar um café da manhã no aeroporto ainda, esse é o tipo de comodidade que não tem preço, ou melhor tem preço sim, mas é bem baratinho, R$23,00. Deixa eu explicar, o Fast Sleep não é tão baratinho assim, mas como eu fico muito pouco em São Paulo, não vale a pena eu alugar alguma coisa por lá, eu pago 50 reais por dia na pousada onde eu moro perto de Congonhas, e as seis horas do Fast Sleep custam R$73,00. Por isso só vou gastar 23 reais a mais para dormir dentro do aeroporto. Ah, tem mais uma coisa, R$73,00 é o preço para tripulantes, eles tem uma tabelinha de preços camaradas pra gente, mas o preço normal não deve ser muito mais caro que isso não.

                            Amanhã eu faço Guarulhos/Natal/Fortaleza/Rio de Janeiro, durmo no Rio e sexta eu saio cedo de lá, as 06 da manhã também, faço Rio de Janeiro/Slavador/Rio de Janeiro/Curitiba/São Paulo. Depois disso eu volto para Curitiba já que sábado eu estou de folga.

                             Quanto ao Fast Sleep, vai por mim que vale a pena! Recomendadíssimo!



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POA, Foz do Iguaçu, BH e São José do Rio Preto. Mas foi só uma passadinha.

                         Os pernoites foram curtinhos, mas juntando tudo vai dar um post compridão. É que depois de cada jornada de trabalho temos que ter no mínimo 12 horas de descanso, e assim aconteceu esta semana, foram mais ou menos 13 horas por dia em cada lugar, uma horinha a mais do que a regulamentação permite. Juntando os pernoites curtos com o frio dos últimos dias na metade de baixo do país, principalmente em Porto Alegre e Foz do Iguaçu, os pernoites ficam ainda mais curtos, pois as 6 horas de sono que eu preciso normalmente são acrescidas das 2 horas de preguiça de levantar da cama no frio. Vendo por esse lado até que eu consegui tirar umas fotos por aí.

                         Comecei a viagem em Porto Alegre, cheguei na última quinta a noite, dormi, e depois do café da manhã fui até o Mercado Público de Porto Alegre. Eu acho que poucos lugares refletem tão bem a cultura local como os mercadões municipais, em POA o Mercado Público é recheado de cuias, mate de todo o tipo de variedades e carne, muita carne, além de restaurantes no segundo piso onde se pode comer um bom churrasco gaúcho. A cultura local é algo admirável no Rio Grande do Sul, poucos estados brasileiros, talvez nenhum, tem a sua cultura tão preservada como no RS, lá os costumes não são só atrações turísticas pra inglês ver, as pessoas vivem no dia a dia, desde as gurias e os piás que aprendem desde cedo os passos no CTG, até o mate que é consumido às toneladas no estado todo.






                        Na verdade só tem uma coisa que me decepcionou no Mercado Público de Porto Alegre, fui até lá com um propósito especial, eu nunca falei sobre isso aqui, mas eu adoro vinho, entrar numa adega pra escolher um vinho é quase uma terapia, em Curitiba o mercado municipal é o melhor lugar que eu conheço para comprar, tem 3 adegas excelentes, lá só tinha uma com pouquíssima variedade e preços muito altos, acabei não comprando nada. Ficou só na visita mesmo.

                        Depois disso um almoço no hotel pra seguir viagem! O almoço estava muito bom, o filé a parmegiana foi generoso.

                       
                       
                        Sexta eu cheguei em Foz do Iguaçu, apesar do cansaço a primeira impressão foi ótima, fiquei hospedado no Carimã Resort Hotel & Convention, dá para definir o hotel com uma palavra, GIGANTESCO. Dá para se perder nos corredores, e eu me perdi literalmente, não consegui achar a saída para a área da piscina nem o restaurante na hora do café da manhã sem pedir informação. Esse é o problema do hotel, o que sobra de tamanho falta de sinalização. O hotel tem um bom paisagismo mas não camufla a idade, é antigo mas bem conservado. A área da recepção é assustadoramente grande e mais adiante corredores gigantescos que fazem você se sentir protagonista do best seller “O Iluminado” de Stephan King. Só falta uma nevasca em Foz para o cenário ficar perfeito. Um amigo meu, inclusive dono de um dos blogs que eu indico aqui, o idéias verdes, que é de Foz do Iguaçu, me disse que o Carimã já foi o maior hotel da América Latina, não sei se ainda é, mas dos que eu já ví com certeza este continua com o título.




                        O pernoite foi o mais curto da semana, chegamos no hotel 00h30 para sair de lá as 12h55, e algumas pessoas da minha tripulação fecharam com uma van para fazer umas compras no Paraguai, eu resolvi ficar pelo hotel mesmo e ver o que tinha de bom por lá.

                        A coisa não acaba mais, você caminha, caminha e caminha mas não chega ao fim do lugar, o hotel tem uma ótima piscina, no verão deve fazer sucesso, com o frio que estava fazendo no último sábado em Foz era só pra olhar da sacada do quarto mesmo. Tem um bosque, lagoa, campo de futebol, quadra de tênis, um mini zoológico, muitas jaulas vazias. E uma jaula de macacos que eu não encontrei, mas o funcionário do hotel que cruzou comigo disse que tinha, me apontou a direção e eu não achei nada, devia ser um pouco mais adiante.













                        Eu tive a impressão de que antes de ser o hotel tudo aquilo era uma fazenda, você se afasta da construção principal e encontra alguns casarões abandonados. Eu adorei o lugar, espero voltar lá com um pouco mais de tempo em breve.



                        Seguindo viagem, a parada de sábado a noite foi em Belo Horizonte, dormi até mais tarde, já que fui dormir tarde, ficamos num buffet do hotel mesmo que rola até o comecinho da madrugada comendo pão de queijo, caldo de feijão, essas coisas de Minas. Depois do café fui até o Mercado Central de BH, diferente do de Porto Alegre que cheira a mate e carne fresca, lá em minas a coisa tem cheiro de queijo, doce de leite, cachaça e madeira de alambique. Fiz umas compras, alguns artigos mineiros e um vinho Espanhol da região de Rioja. Esse eu não conheço, mas um dos meus vinhos favoritos, o Don Roman, é produzido na mesma região da Espanha e a partir da mesma uva, tempranillo. Se for bom eu incluo na minha lista dos top 10.



                        No domingo a noite fui pra São José do Rio Preto, não tenho muito o que falar, fomos no Barranco, acho que era esse o nome do lugar, visualmente o lugar é simples, mas tem o melhor sanduba da cidade, segundo a indicação do funcionário do hotel. Realmente foi sensacional. Ficamos até umas horas da madrugada por lá, e no dia seguinte não saí do quarto, dormi a manhã toda. As vezes o melhor programa para se fazer é o mais simples, não fazer nada.



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